domingo, 4 de dezembro de 2011

Imitadores de Cristo

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave” (Efésios 5.1,2)

O desejo maior de Deus é que seus filhos se amem, sejam, misericordiosos e caridosos uns com os outros. Não apenas com nossos familiares,amigos e colegas, mas também aqueles a qual muitas vezes nem notamos sua presença. A nossa misericórdia maior tem que ser com aqueles que são descriminados, desprezados, e excluídos da sociedade.
Não podemos jamais achar que estes nossos irmãos, não são dignos de compaixão. A misericórdia de Deus vem para todos. Deus não vem lavar os que estão limpos, curar os que estão sarados. Pois eles são os que mais necessitam de consolação. E como cristãos e batizados, temos todos a missão de Evangelizar. Evangelizar é anunciar o Reino de Deus, propagar a misericórdia do Senhor, demonstrar o Amor de Deus para com todos, sem excessão, com nossas atitudes, com a nossa vida.
Como humanos, é normal pensarmos que não somos responsáveis pelos erros dos outros. Realmente não somos. Mas a conversão deles sim. A nossa missão é Evangelizar, e não existe outra forma, senão esta, acolher os pequenos.
Devemos escancarar as portas do nosso coração, para que a Luz de Deus possa brilhar em nós. A musica do Pe. Zezinho nos diz muito bem:
Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Quer ser feliz??? Quer paz? Pois então Ame, sonhe, pense, viva. sinta, sorria como Jesus.
Deixe que as pessoas vejam em você, aquilo que vemos em Deus. Seja instrumento para que a graça de Deus alcance os corações dos pequeninos.
Quem ama não espera recompensa, ama pelo simples dom de amar e por ser filho do Amor.
Que possamos verdadeiramente nos abrirmos a este Amor.
Seja Luz!!

Priciana Sampaio
Coordenadora do Grupo de Oração Aleluia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Vamos recristianizar o Natal!


É Natal! Época de festas. Que maravilha! É o momento de montarmos a árvore e o presépio.

Tempo de comércio movimentado e aberto até mais tarde. É preciso pensar nos presentes e ir às compras: vamos comprar brinquedos, comprar roupas novas, sapatos novos (que bom que tem décimo terceiro!!!).

É Natal! Época de comidas típicas! A televisão vai começar aquela maratona das mesmas matérias: que roupa vestir, que maquiagem fazer, o que preparar para a ceia, e depois vai nos ensinar como perder os quilos extras adquiridos nos dias de fartura, vai dar dicas de como curar a ressaca... Tudo tão apropriado...

SERÁ???

Olhemos bem à nossa volta. Por que a festa que deveria ser sinônimo de simplicidade, singeleza, transformou-se neste festival de consumismo? Por que tanto estresse? Por que tanta correria? Por que tanto nervosismo?
E o mundo fica vermelho e branco. Basta dar um passo e damos de cara com o Papai Noel: nas vitrines, nos supermercados, nas farmácias, nos postos de gasolina. Por todos os cantos lá está o “bom velhinho”. O grande personagem da festa. O quê? O grande personagem da festa? Mas que heresia!

Sim, uma grande heresia que infelizmente vem sendo propagada cada vez mais.
Está certo o Natal se transformar numa data tão comercial e o Papai Noel ser o grande destaque?
E JESUS? Que lugar Ele tem em seu próprio aniversário? Seria mais um personagem para decorar o presépio? É nisso que se transformou o nosso Natal? O que está acontecendo conosco? Por que deixamos as coisas chegarem a este ponto?

Que lastimável! Uma festa Santa, ser marcada desta forma pelo consumismo, bebedeiras, mortes no trânsito. Festa marcada pelo estresse, cansaço, esgotamento total. E o pior de tudo: lamentavelmente, é preciso dizer que isso ocorre em muitos lares cristãos, de católicos que frequentam a missa todo domingo.

Temos que mudar isso! Temos que recristianizar o Natal!
Temos que recristianizar a cultura. Viver a Cultura de Pentecostes, na qual o centro é Jesus Cristo, Senhor, Salvador que nos foi dado numa simples manjedoura. Pobre do nascimento à morte. Manso e humilde! Sendo Deus não quis se valer de sua condição.

Não é justo, não é certo que o Seu nascimento tenha perdido o verdadeiro significado. Nossas consciências não podem estar tão anestesiadas. Temos que reagir!

Claro, não vamos conseguir convencer o mundo neste Natal. Mudar um cultura leva um certo tempo. Mas que tal começar por nossas casas, nossas famílias? Que tal fazer da noite de Natal uma verdadeira festa cristã? Que tal falarmos francamente sobre isso em nossos Grupos de Oração e propormos a mudança?

Temos que ensinar a nossas crianças o valor verdadeiro desta festa. Que ótima oportunidade de evangelizarmos nossos pequenos (e também os adultos).
Jesus tem que ser o centro de tudo em nossas vidas, e tem que ser o centro desta época do ano. Vamos recristianizar o Natal!

Vamos fazer um grande louvor ao Pai porque há dois mil anos Ele nos enviou seu Filho amado, para que tivéssemos vida. Ele nos deu o maior presente que poderíamos receber. Deu-nos, por meio de Jesus Cristo, acesso irrestrito ao seu Trono, nos resgatando da morte eterna.

Vamos fazer de nossas ceias uma festa cristã. Celebrar o nascimento do nosso Senhor. Vamos fazer programações de Natal em nossos Grupos. Vamos convidar o bairro inteiro. Vamos partilhar mais. Ajudar os irmãos necessitados, mas não apenas doando alimentos e sim falando do Senhor do Natal, porque eles não têm fome apenas de pão. Vamos recristianizar o Natal!

Que isso inquiete em nossos corações... Inquietação santa, necessária!

Que o Espírito Santo nos conduza a vivermos um Santo Natal, honrando e glorificando o Filho Amado do Pai. Nosso Senhor e Salvador que desceu do céu para nos tirar do poder da Morte. A Ele, Jesus, o Senhor, toda honra, toda glória, todo louvor! Amém!

Lúcia Volcan Zolin
Coordenadora Nacional da Comissão e do Ministério de Comunicação

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"O Santo da Juventude Moderna" - Beato Pier Giorgio Frassati

“A fé que recebi no Batismo me sugere com voz segura: por você mesmo não faria nada, porém, se você tiver Deus como centro de todas as tuas ações, então sim, chegarás até o fim”.
(à I. Bonini, 15.I.1925)

Ele amou os pobres e humilhados; ele dedicou a sua vida a fazer-lhes bem. Ele os procurou nos cantos mais distantes da cidade, passando por escuros e tortuosos caminhos, foi para dentro da obscuridade e da miserabilidade dos atos alheios, trazendo consigo o pão que restaurava seus corpos e a palavra que confortava as suas almas. Tudo partindo de seu bolso e de seu coração foi destinado aos outros. Ele nasceu para os outros e não para si próprio. Ele foi de fato, um verdadeiro cristão.
“Eis aqui como aparecia o homem das oito Bem-aventuranças, que leva consigo a graça do Evangelho, da Boa Nova, da alegria da salvação que Cristo nos oferece”.
João Paulo II – Cracóvia, 27.III.1977

“Ele proclama, com seu exemplo, que vale a pena sacrificar tudo para servir ao Senhor. Testemunha que a santidade é possível para todos e que só a revolução da caridade pode incendiar no coração dos homens a esperança de um futuro melhor”.
João Paulo II – Roma, 20.V.1990

Os que pensam que os santos são pessoas tímidas e solitárias, que depreciam esta vida só pensando na outra, ficarão surpreendidos diante da figura do beato Pier Giorgio Frassati.

Verdadeiro brincalhão, apelidado de “Robespierre” por seus amigos, com quem formou a associação denominada “I tipi loschi” – os tipos arruaceiros. Frassati foi um amigo dos pobres e via neles o Cristo. São especialmente os jovens, que em sua busca por um modelo, encontram alguém com quem se identificar, já que Pier Giorgio fez de sua curta vida uma “aventura maravilhosa”.

Pier Giorgio Frassati nasceu em Turim, Itália, em 6 de abril de 1901. Sua mãe, Adelaide Ametis era pintora. Seu pai Alfredo, agnóstico, foi fundador e diretor do jornal liberal “La Stampa”. Homem influente entre os políticos italianos, desempenhou também os cargos de Senador e Embaixador da Itália na Alemanha.

Os pobres e os sofrimentos eram seus donos e ele foi para eles um verdadeiro servo, vivendo essa ocupação como um privilégio. Em Pier Giorgio, a caridade não consistia só em entregar algo para os demais, mas antes, em se entregar a si mesmo por inteiro. Essa caridade se sustentava diariamente com Jesus Cristo Eucaristia, com a freqüente adoração noturna, com a meditação do hino da caridade de São Paulo e com as ardentes palavras de Santa Catarina. Às vezes, sacrificava suas férias na casa de verão da família Frassati, no vilarejo de Pollone, já que “Se todos saem de Turim, quem vai se encarregar dos pobres?”.
Seu funeral foi um triunfo, as ruas da cidade se encheram de gente que chorava sem consolo e que sua família não conhecia: eram os pobres e necessitados que ele havia atendido sem desanimo durante sete anos; muitos deles ficaram surpreendidos ao se interarem de que o jovem que conheciam, pertencia a uma família tão poderosa. Numerosos peregrinos, em especial jovens e estudantes, vão ao túmulo de Pier Giorgio para solicitar favores e coragem para seguir seu exemplo. Em 1981, como última etapa do Processo Apostólico, foram exumados seus restos mortais, encontrando-se o corpo de Pier Giorgio intacto, com um sorriso iluminado.
O Papa João Paulo II, depois de ter visitado seu túmulo em Pollone, em 1989 disse: “quero render homenagem a um jovem que soube ser testemunho de Cristo com singular eficácia no nosso século. Eu também conheci, na minha juventude, a benéfica influência de seu exemplo, e quando estudava fiquei marcado pela força de seu exemplo cristão”.